A história tinha alguns personagens fixos, não seguiam nenhum cronograma ou continuidade, nem eram escritas em um caderno específico, na maioria das vezes eram em versos de apostilas, caderno da escola, recibo da locadora...(adoro essa semelhança com Emily Dickinson, que só descobri anos mais tarde). Quando entrei pra faculdade, eu já estava tão apegada aos personagens que não queria parar mais de escrever. Já tinha jogado muita coisa fora, mas juntei o que sobrou e criei uma linda estória (outra hora faço um post especial sobre a estória). Agora estou dando os ajustes finais e escrevendo os últimos capítulos, e estou animada para publicá-lo. Dizem que escrever um livro é uma das coisas que uma pessoa não pode morrer sem ter feito, mas já começo a sentir saudade, afinal, foram quatro anos em “companhia” desses personagens tão especiais. Por que despedidas são tão difíceis?
A menina não se atreveu a levantar os olhos, mas sentiu os olhares assustados prenderem-se a ela, enquanto ia puxando as palavras e exalando-as. Uma voz tocava as notas dentro dela. Este é o seu acordeão, dizia.
( A Menina que Roubava Livros.)
( A Menina que Roubava Livros.)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Há mais ou menos quatro anos atrás, eu entrei pra um curso de inglês. Eu sempre tive paixão por línguas, o inglês em especial. Por fazer algo que gostava, e não porque havia sido obrigada pelos pais como a maioria dos adolescentes, eu tinha um desempenho muito além da média da turma (vou logo avisando que não vou ser modesta, rs'). Eu tinha sempre as respostas na ponta da língua, e as palavras nunca fugiam no meio da frase. Mas eu tinha uma razão por detrás disso, ou melhor, uma tática. Pra reter vocabulário, eu comecei a escrever uma estorinha, e a cada semana, conforme eu ia aprendendo mais palavras, eu ia colocando elas na estória. Eu escrevia em casa, na escola, no ano seguinte passei a escrever no pré-vestibular...(sim, durante a aula de matemática)
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Nathan, um milagrinho em pessoa
“O impossível é apenas uma coisa que não existe”
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Escrever não é o meu único hobby. Cozinhar também é uma paixão. Eu acho que isso começou a mais ou menos cinco anos atrás, quando numa tarde na casa da minha prima, tivemos vontade de comer algo diferente. Na geladeira havia muitas batatas, e eu disse que ia fazer um nhoque. Nunca havia cozinhado antes, eu tinha idéia de como era por ter visto minha mãe fazendo algumas vezes. Então, com a ajuda da minha prima, um pouco de auto confiança e fome eu comecei a fazer o nhoque. Por incrível que pareça, ficou muito bom, apesar de ter “adaptado” alguns ingredientes. Quando minha tia chegou e experimentou, e disse que estava uma delícia, eu ganhei o meu dia. Eu já fiz nhoque outras vezes depois dessa, como hoje, o que me levou a escrever sobre essa experiência aqui, mas nunca ficou como o daquele dia, dia que ficou marcado como uns dos dias mais legais que passei em companhia da minha prima. Hoje estamos distantes uma da outra, quando digo distantes quero dizer geograficamente falando, mas esses momentos especiais ficarão pra sempre guardados em nossa memória.
Te amo prima! Dedico esse post a você!
domingo, 26 de setembro de 2010
Mais um dia está indo embora. Tantas coisas acontecem dentro de um período de 24 horas. Eu escrevi um texto enorme e apaguei ele todo, e estou começando novamente. Não preciso escrever muito pra dizer o que eu queria dizer. Se hoje foi um dia legal pra você, isso é muito bom, mas se não foi, ele já está terminando. O que eu posso lhe dizer? Amanhã é um novo dia. Não há nada que não possa ser mudado, não existe impossível, então siga em frente, não desista. Desânimo? Ele sempre vem, mas não se deixe abater. Amanhã é um novo dia.
Quando estou só
E o choro parece querer chegar
E um sentimento de temor
Como será o amanhã que eu não vejo
E quer me assustar?
Oh, meu Deus! Ajuda-me a confiar
E o choro parece querer chegar
E um sentimento de temor
Como será o amanhã que eu não vejo
E quer me assustar?
Oh, meu Deus! Ajuda-me a confiar
Quando os sonhos se frustram
Ou parecem não se realizar
Quando as forças se acabam
Tudo o que eu sei é Te adorar
Ou parecem não se realizar
Quando as forças se acabam
Tudo o que eu sei é Te adorar
Quando as feridas
Do meu coração não querem sarar
E me atrapalham a visão
Tuas promessas são tão grandes
E as lutas querem me esmagar
Oh, meu Deus! Ajuda-me a avançar
Do meu coração não querem sarar
E me atrapalham a visão
Tuas promessas são tão grandes
E as lutas querem me esmagar
Oh, meu Deus! Ajuda-me a avançar
Tua presença me aquieta a alma
E me faz ninar
Como um bebê que não precisa se preocupar
A minha vida escondida em tuas mãos está
Oh, meu Deus! Em Ti eu posso descansar
E me faz ninar
Como um bebê que não precisa se preocupar
A minha vida escondida em tuas mãos está
Oh, meu Deus! Em Ti eu posso descansar
A esperança renasce
E a certeza de que perto estás
Tua paz me invade
Pois tudo o que sei é Te adorar
E a certeza de que perto estás
Tua paz me invade
Pois tudo o que sei é Te adorar
(Esperança-Diante do Trono)
sábado, 25 de setembro de 2010
Saudade
Saudade é uma das palavras que eu mais gosto, talvez por exprimir um sentimento que sinto com muita frequência, ou pela sua própria origem. É uma palavra que não tem tradução em outras línguas, e descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.
Sabe aquela dorzinha gostosa, que vem acompanhada da lembrança de alguém especial? Aquela vontade de estar junto, estar perto...aqueles momentos em que você diz: ahh, queria tanto que fulano estivesse aqui...
Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Outros dizem que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, estando diretamente ligada à tradição marítima lusitana.
Ahh saudade...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Palavras
“Em pouco tempo, não restava nada senão tiras de palavras, derramadas feito lixo
entre suas pernas e em toda a sua volta. As palavras. Por que tinham que existir? Sem elas,
não haveria nada disso. Sem as palavras, o Führer não era nada. Não haveria prisioneiros
claudicantes, nem necessidade de consolo ou de truques mundanos para fazer com que nos
sentíssemos melhor.
De que adiantavam as palavras?
Dessa vez ela o disse em voz alta, para a sala iluminada de laranja.
- De que servem as palavras?”
(A Menina que Roubava Livros)
Todos sabem o poder que as palavras tem de transformar as coisas. Quantas vezes acontecem coisas nas nossas vidas, que poderiam ter sido evitadas se em um momento de raiva dizemos palavras que não devíamos? Quantas vezes nós nos deixamos abater por uma palavra que ouvimos?
Precisamos ter cuidado com as palavras que falamos. Uma palavra de coragem faz o vencido se levantar e ser o vencedor; uma palavra de derrota pode levar o ser mais otimista a desistir de lutar,...Uma palavra fez o navio “inafundável” naufragar e ainda levar a vida de 1523 pessoas junto com ele.
Hoje me dei conta
Hoje me dei conta de que as pessoas vivem a esperar por algo,e quando surge uma oportunidade se dizem confusas e despreparadas.
Sentem que não merecem, que o tempo certo ainda não chegou.
E a vida passa e os momentos se acumulam como papéis sobre uma mesa.
Estamos nos preparando para qualquer coisa, mas ainda não aprendemos a viver, a arriscar por aquilo que queremos, a sentir aquilo que sonhamos.
E assim adiamos nossas vidas por tempo indeterminado, até que a vida se encarregue de decidir por nós mesmos.
E percebemos o quanto perdemos, e o tanto que poderíamos ter evitado.
Como somos tolos em nossos pensamentos limitados, em nossas emoções contidas, em nossas ações determinadas.
O ser humano se prende em si mesmo, por medo e desconfiança, vive como coisa, num mundo de coisas.
O tempo esperado é o agora, sua consciência lhe direciona, seus sentidos lhe alertam, e suas emoções não mais são desprezadas.
Antes que tudo acabe, é preciso fazer iniciar, mesmo com dor e sofrimento, antes arriscar do que apenas sonhar
Sentem que não merecem, que o tempo certo ainda não chegou.
E a vida passa e os momentos se acumulam como papéis sobre uma mesa.
Estamos nos preparando para qualquer coisa, mas ainda não aprendemos a viver, a arriscar por aquilo que queremos, a sentir aquilo que sonhamos.
E assim adiamos nossas vidas por tempo indeterminado, até que a vida se encarregue de decidir por nós mesmos.
E percebemos o quanto perdemos, e o tanto que poderíamos ter evitado.
Como somos tolos em nossos pensamentos limitados, em nossas emoções contidas, em nossas ações determinadas.
O ser humano se prende em si mesmo, por medo e desconfiança, vive como coisa, num mundo de coisas.
O tempo esperado é o agora, sua consciência lhe direciona, seus sentidos lhe alertam, e suas emoções não mais são desprezadas.
Antes que tudo acabe, é preciso fazer iniciar, mesmo com dor e sofrimento, antes arriscar do que apenas sonhar
Cecília Meireles
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Fazia tempo que eu não acordava tão cedo, e isso foi bom para que eu colocasse minha leitura em dia. É complicado quando se tem uma meta de ler dez livros em um ano, e faltando praticamente três meses para o ano terminar ainda estar no 5°. No intervalo da aula do curso de inglês, ao invés de correr para o computador como de costume, fui até a biblioteca. Se procurar bem, se acha uns bons livros lá, como o que li no mês passado, sobre a vida das irmãs Brontë.
Não sou muito fã de Oscar Wilde, as histórias dele sempre me deixam irritada no final, mas como disse antes, o prazo é curto e quero muito alcançar a meta dos dez livros, então peguei um pequeno livro dele com os melhores contos. Depois do terceiro já tinha desistido de ler, mas resolvi dar mais uma chance a ele. O nome do conto era The Devoted Friend, O Amigo Devotado. O título me chamou atenção, mas a história foi completamente diferente do que eu havia imaginado, mas só poderia ter sido escrita por Oscar Wilde. Apesar de ter desistido de vez de ler o livro até o final, uma frase desse conto ficou guardada: “O amor é muito bom a sua maneira, mais amizade é muito maior. De fato, eu não conheço nada no mundo que seja mais nobre ou rara que uma amizade devotada.”
Só quem tem uma amizade assim consegue entender a profundidade dessa frase, e eu me acho apta a falar sobre isso. Muita das vezes em uma amizade, pessoas de fora podem te dizer que você se dá muito mais do que recebe, mas só um amigo verdadeiro sabe que o mais importante não é o receber, e muito menos o dar, mas o ser. Quando se é amigo de verdade, por mais que o outro te deixe triste, te decepcione as vezes, ou faça algo do qual você não goste, você entende que nada daquilo foi intencional e isso não causa um atrito entre os dois.
Se você nunca leu esse conto, eu sugiro que leia. Oscar Wilde sabe o que diz.
Ajeito o travesseiro, dobro o cobertor (só durmo com o cobertor dobrado, se desdobrar durante a noite eu acordo ¬¬), tomo um pouco de água, viro de lado e fecho os olhos. Dez minutos. Quinze minutos. Cadê o sono? Me viro para o outro lado. O sono não vem. Desisto de tentar dormir, (isso que dá ir pra cama cedo) e começo a pensar. Quantas pessoas estão acordadas também? Penso naquelas que trabalham a noite, em outras que estão dentro de um avião, bom, talvez essas também estejam dormindo. Penso em algo triste. Nesse momento deve haver em algum lugar uma mãe preocupada com o filho que é um delinquente e está fazendo besteira na rua, ou talvez a mãe esteja chorando pela morte do filho...
É cada coisa que a gente pensa em uma noite quando o sono não vem. Acordo com o sol batendo em minha janela, (sim, eu peguei no sono), e percebo como tenho sorte de ter perdido o sono simplesmente por ter ido pra cama cedo demais, e não por alguma preocupação.
Acordei feliz da vida, agradecendo a Deus por mais um dia de vida.Planos que mudam
Sonhos tão irreais
Um coração tão ferido
Caminha meio perdido
Sem rumo na estrada.
A vida lhe ensinou
Coisas tão duras
Viver sozinho é bem melhor
Não confiar em amigos
Trancado ele vive.
Mas um dia ele encontrou alguém diferente
Mudou sua mente
Mudou p'ra sempre seu coração
Tratou suas feridas
Deu sentido a vida...
Sonhos tão irreais
Um coração tão ferido
Caminha meio perdido
Sem rumo na estrada.
A vida lhe ensinou
Coisas tão duras
Viver sozinho é bem melhor
Não confiar em amigos
Trancado ele vive.
Mas um dia ele encontrou alguém diferente
Mudou sua mente
Mudou p'ra sempre seu coração
Tratou suas feridas
Deu sentido a vida...
Só há um DEUS que faz o homem renascer
Só há um DEUS que transforma
Só há um DEUS que liberta
Jesus Rei dos Reis.
(Sonhos-Fernanda Brum) Só há um DEUS que transforma
Só há um DEUS que liberta
Jesus Rei dos Reis.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Abri o Orkut agora a pouco, e vi uma comunidade do Ian Somerhalder, e me lembrei que a temporada nova de Diários do Vampiro está perto de começar. Isso me fez lembrar de uma vez que estava dando uma olhada em uma comunidade de One Tree Hill (sim, eu amo seriados), tinha um pessoal discutindo em um tópico, e tinha um garoto se gabando por já ter assistido o episódio que seria exibido no Brasil somente na semana seguinte.
Tudo bem, existem muitos sites que passam os seriados, mas o que ele falou, era muito mais do que um fã apaixonado por sua série. Ele não precisava menosprezar as pessoas que assistem na Fox, que ainda estão uma temporada atrás, muito menos reduzir a cinzas aqueles que dependem da boa vontade do Sílvio Santos de exibir com o mínimo de respeito as séries que compra. Isso me fez pensar o quanto as pessoas são individualistas e egoístas as vezes.
Não é prazeroso quanto assistimos na TV aberta aquele filme que tanto gostamos, sabendo que milhões de pessoas estão assistindo, e também vão gostar e se emocionar da mesma forma que você se sentiu da primeira vez que assistiu? Porque querer estar sempre a frente dos outros, em coisas muitas vezes insignificantes?
Escrever
Escrever.
É o que mais gosto de fazer, seja quando estou feliz e não consigo conter essa alegria e tento passa-lá para o papel, seja nos momentos tristes, quando o descontentamento é tão grande que precisa ser posto para fora de alguma forma. Minha mãe costuma dizer que eu gostava das palavras desde pequena, e que meus desenhos não eram bonequinhas ou paisagens, mas eram letras, soltas e espalhadas pelo papel. Com o tempo, essas letras viraram frases e depois histórias, algumas fictícias, outras verdadeiras, umas esquecidas, outras guardadas de alguma forma.
Sempre tive vontade de levar minhas palavras além do velho e bom “diário”, mas precisei de um empurrãozinho para fazer isso. Uma pessoa muito especial pra mim (falar só isso dela é até desrespeitoso, mas sei que ela aparecerá com frequencia por aqui, rs'), me disse que as vezes escrevemos coisas que servem também para outras pessoas, e que a gente escreve justamente o que alguém precisa ler.
E aqui estou eu, postando pela primeira vez. A primeira de muitas.
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